Estatísticas Web Open Source

Quem navega pela web e tem atenção à barra de estado (fundo do browser) quando um site está a carregar, vê muitas vezes a palavra Google Analytics.

Trata-se de um software de estatística web, que analisa os visitantes: as pesquisas efectuadas para chegar ao site, browser, linguagem, sistema operativo, país, etc…

Pois bem, existe uma alternativa Open Source ao software da Google.

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Caso de Estudo do OpenOffice no HAL

No hospital usamos o OpenOffice desde a primeira versão com que foi lançado. Na altura em RedHat 9, já tinhamos o OpenOffice em inglês. Posteriormente, e com o uso do LTSP no nosso hopsital, e felizmente já havia a tradução, colocámos também à disposição dos nossos utilizadores de Linux e, para que pudessem trocar de documentos os utilizadores de Linux com os de Windows, instalámos também nos clientes windows. Na altura, efectuamos um caso de estudo e que enviámos para a página portuguesa do OpenOffice.Foi publicado. Neste momento, não consigo encontrar a página para colocar aqui, o que me entristece imenso, pois devo confessar que a página do OpenOffice Portugal está realmente muito pobre. Segundo a própria página, este projecto passou para a Caixa Mágica:

"Após 5 anos de liderança do OOoPT, o projecto mudou de líder, passando para a Caixa Mágica. Este site será brevemente inutilizado e dever-se-à usar o site global OpenOffice.org"

Pode ser que fique melhor.

Entretanto e após a saída da versão 2, fizemos a actualização do OpenOffice e re-escrevemos o nosso caso de estudo, reflectindo as alterações e as conclusões a que chegámos com esta nova versão.

Podem ler aqui mesmo o nosso caso do HAL. Assim que pudermos, iremos colocar na página do OOo PT, mas até lá, deixo-vos com o estudo aqui.

Bom Open Source.

Desenhado para Windows

Quando compramos um computador, inevitavelmente apanhamos com MS windows e com um autocolante que diz "desenhado para o windows". Para quem não sabe, os computadores não são só desenhados para o windows e sim também para outros Sistemas Operativos. Agora, já podem remover esse autocolante e colar outros mais interessantes e "porreiros". Existe um livro que inclui autocolantes relacionados com projectos OpenSource que podemos usar para colocar no computador.

O livro é um PDF que podem conseguir de várias formas:

Aqui seguem as intruções:

Remover o autocolante proprietário do computador Imprimir uma página do livro em papel fotográfico autocolante. Com umas tesouras, recortar o autocolante. Colocar o autocolante no computador.

Com estas simples instruções, transformamos o nosso computador ainda mais nosso.

A Estremadura lidera o caminho

A região da Estremadura lidera o caminho na adopção de software gratuito. O governo desta região anunciou que vai migrar todos os computadores do serviço publico para Linux até ao final do ano. Já foram migradas escolas e universidades nesta região autónoma espanhola. O interessante é que a migração não foi feita para nenhum distribuição "conhecida" mas sim para uma criada por programadores da região. Chama-se GnuLinex e é baseada em Debian.

No processo todo, o governo regional espera poupar 18 milhões de Euros. Além da adopção de tecnologias OpenSource, o governo vai também mandatar o uso do formato de OpenDocument do OpenOffice para todos os documentos. Para melhorar, um grupo de empresas, incluindo o El Corte Inglês, estão de olhos postos na migração, para avaliar os potenciais do projecto. Esta série de migrações não fica por aqui, sendo a Estremadura o ultimo de um conjunto de outros. No ano passado, Bristol e Birmingham City anunciaram também projectos em larga escala para reduzir a sua dependência no Windows e no MS Office. Bristol anunciou que a mudança para o StarOffice poupou aos contribui­ntes £1.4 milhões.

In Linux Format 85 – November 2006

Estes projectos são noticias muito boas e que deixam a comunidade OpenSource e a sua filosofia muito contentes. Gostava imenso que Portugal também tivesse conhecimento destes projectos e que os seus responsáveis optassem por algo semelhante. Felizmente, o Ministério da Justiça já possui algo semelhante. O projecto chama-se LISA e o seu objectivo, como descrito no site:

Adoptar ferramentas de software livre nos servicçs do Ministério da Justiça com o intuito de reduzir custos e acelerar o processo de adopção de novas tecnologias de informação.

O mais interessante é que também criaram a sua própria distribuição, chamando-se esta Linius. O site é também um mirror para outros projectos OpenSource e distribuições de Linux.
Pode ser que outros ministérios sigam este exemplo. Dois ministérios que deviam seguir este exemplo eram os da saúde e da educação…
Existem programas nas escolas primárias para dar formação às crianças nesta idade escolar. Este projecto é da responsabilidade do ministério da educação. Infelizmente para nós, é-lhes ensinado Windows e Office. Desde pequenos que são ensinados a trabalhar em aplicações da Microsoft. No Reino Unido o ensino de informática às crianças também é feito na primária, mas sabem o que dão? Pois é, às crianças em idade escolar, é-lhes ensinado a trabalhar em Linux e não em Windows.

Pode ser que os nossos responsáveis se apercebam disto e alterem o nosso plano tecnológico, se é que ele não é mais do que assinar protocolos com a Microsoft.

Afinal a Microsoft não é má de todo

Há uns tempos atrás, coloquei aqui uma entrada sobre o OpenOffice 2.0 e sobre uma petição a decorrer na Internet para que a Microsoft criasse um plugin 

para que o Office pudesse suportar os formatos (standard) do OpenOffice. Ao fim de algum tempo e de milhares de pessoas assinarem a petição, a Microsoft cedeu.

Finalmente, foi criado um plugin para que o Word pudesse ler e escrever ficheiros no formato OpenDocument. O site encontra-se no Sourceforge e é OpenSource (quem diria…).

Para quem não sabe, o facto de o Word suportar este formato é muito importante, inclusivé para Governos e instituições públicas. Este formato é baseado em XML, o que facilita o intercambio entre várias aplicações, e o tamanho do ficheiro é realmente muito pequeno, pois é comprimido. Se o abrirem com uma aplicação de compressão de ficheiros, poderão ver os vários ficheiros que compõem este formato. Este formato foi criado inicialmente pelo OpenOffice.org.

Três vivas à Microsoft pelo suporte dado à comunidade OpenSource.

Everybody loves open formats

Hoje e como habitual todos os meses, comprei a Linux Format. Uma revista sobre Linux, lá está, do Reino Unido. É bastante boa, muito boa mesmo. Posso compará-la a uma exame informática em termos do tipo de conteúdos que trás, mas melhor, muito melhor. Ao ler a revista, houve uma noticia em especial que li com interesse. A OpenDocument Format Alliance é um grupo de companhias e/ou governos que juntos, promovem o uso do standard do OpenDocument, os mesmos formatos usados pelo OpenOffice. Foi formada em 3 de Março de 2006 com 35 membros, contando neste momento com mais de 100. Ao ler o artigo, tive que ir ver à página quais os membros e verificar se, à semelhança com outros paí­ses, alguma empresa portuguesea ou instituto governamental lá estava inserido como membro. Devo confessar que fiquei espantado quando constatei que duas organizações Portuguesas estavam lá. A Caixa Mágica (que não me surpreendeu muito), e, para meu espanto, o Instituto das Tecnologias de Informação na Justiça. Eu vi um organismo português a aderir ao OpenDocument. Isto significa que, muito lentamente, temos pessoas no governo sensibilizadas para esta realidade. Não vou arriscar dizer que se estão a separar do Office, mas uma vez que a microsoft ainda não aderiu a este standard, parece-me que sim… Embora possa apostar que correu muita tinta neste instituto para que isto pudesse acontecer. Enquanto o governo continuar a assinar protocolos com a microsoft e a ficar cada vez mais dependente desta, o nosso país não vai evoluir. Acredito que, no ministério da Justiça, se adoptarem estes formatos e fugirem ao office, muitos euros vão ser poupados… Gostaria de ver o IGIF a aderir também, mas acho que ainda vamos ter que esperar muito, enquanto aquela cambada de trogloditas não for substituí­da por sangue novo… ah, mas estamos no paí­s dos tachos…. Mais uma vez, os meus parabéns à Caixa Mágica e ao Instituto das Tecnologias de Informação na Justiça. Espero que mais organismos sigam as vossas pegadas.

Musica livre e gratuita

Ola amantes da musica. Todos nós, e eu não sou excepção, sacamos musica da internet, usando o programa que melhor se adapta a nós mesmos, kazaa, azureus, amule, etc…,e todos sabemos que, é ilegal. Durante esta tarde, enquanto navegava pela internet, descobri um site, que eventualmente alguns já conhecem, de onde se pode sacar musica gratuitamente, consoante o uso que se vai dar à musica. Para uso caseiro, é gratuita. O site fornece excertos das mesmas para poderem ouvir antes de efectuar o download. O download é interessante, pois é necessário (ou não), enviar um email para que posteriormente recebam as instruções para o download. Alternativamente, podem sacar, mas vem com uma voz a dizer qual a musica que foi ouvida. Dos géneros disponí­veis, temos chill out, jazz, electrónica, new age, pop e muitos outros. Deveriam experimentar, é simples, fácil, e como diz o site –

Internet Music Without the Guilt

. Toda a informação sobre licenciamento está disponível no site. O site chama-se Magnatune. Visitem, não se vão arrepender.

OpenOffice 2.0

Malta informática e tão agarrada ao office, já saiu a melhor suite de programas de escritório que o mundo já teve oportunidade de conhecer. Além de ser multi-plataforma e multi-linguagem, é ainda opensource. Para aqueles que usam office, devem dar uma oportunidade ao openoffice. Eu próprio quando mudei, passei um mau bocado, mas com vontade e paciência, fui usando e agora não quero outra coisa. Instiuições Portuguesas estão a usar o openoffice, inclusive o meu local de trabalho =:) . Podem dar uma olhadela aos casos de estudo apresentados no site português do Openoffice. No mesmo site, podem fazer o download dos dicionarios e onde tambem encontram instruções de como instalar. Nao vai dar trabalho nenhum, embora não seja o que os utilizadores windows estão habituados a fazer, que é next, next, next. O suporte para documentos do office está fantástico, e o documento não vai aparecer correctamente se o autor do mesmo for tão mau, ou não souber construir os documentos (estilos,tabulações,etc…). A possibilidade de poder exportar directamente para PDF está fabuloso, e se voçês tiverem links no documento, footnotes, e tiverem um indice bem feito, no PDF aparece tudo na barra lateral de bookmarks. Uma das coisas fabulosas é o tamanho que os documentos ocupam e o facto de serem um standard (OpenDocument). Os documentos do OpenOffice são comprimidos (qualquer programa com suporte de ficheiros comprimidos os pode abrir) e com a sua especificação em documentos XML. Simplesmente fabuloso. Eu já não uso programas microsoft à alguns anos, mas li recentemente que a microsoft irá apenas dar suporte a este standard de documentos se houver suficientes petições por parte dos utilizadores (licenciados ou nao). Assim sendo, deixo aqui um link para se poderem "registar" na petição para o suporte de OpenDocuments. Visitem e assinem.