Ecologia ao alcance de todos

Um informático não é apenas um geek que se senta frente ao computador e passa horas a fio a fazer qualquer coisa com ele. Qualquer pessoa hoje em dia faz qualquer coisa (o que desejar) com um computador, e todos nós, pelo menos uma vez por dia, faz uma pesquisa na internet. Todas as pessoas têm consciência, uns mais que outros, e todos somos um pouco ecológicos e preocupamo-nos com o meio ambiente e quase todos acreditamos que o aquecimento global não é um mito como alguns nos querem fazer acreditar. Força Al Gore!

Agora, já todos podemos ajudar a reduzir o efeito estufa, ajudando a enviar mais oxigénio para a atmosfera (pensando em grande, claro). Existe um motor de busca, baseado na tecnologia da Yahoo, que, ao fazermos umas quantas pesquisas, estamos a ajudar a plantar uma árvore na floresta Amazónia.

Esse motor chama-se Ecoogler – "The ecological Search engine".

Mas, o que é o Ecoogler ? Segundo o próprio motor de busca:

"Ecoogler is a search engine that uses Yahoo technology and helps reforesting trees and safeguard water resources in the Amazon region, which constitute today one fourth of the fresh water reserves of our planet."

Ajudem, não custa nada. Por baixo é Yahoo, por isso os resultados serão sempre de confiança. Façam dela a vossa home page. Usem e abusem das pesquisas. Vamos todos salvar o planeta !

Para quem não saiba, a reflorestação ajuda a que as reservas de àgua sejam mantidas!

Usando Software gratuito para melhorar as nossas habilidades

Existem muitas razões óbvias pelas quais o software gratuito é bom para nós, tal como a possibilidade de escolha, o preço e os direitos de autor. Adicionalmente, existem outras razões, mas mais abstractas que também devem ser consideradas. O software gratuito deve ser utilizado para adquirir habilidades profissionais e pessoais.
Considerem o software mais genérico e comum que usam no dia a dia. Estas soluções genéricas não oferecem resistência à sua utilização, mas dão-nos uma visão mais abrangente do que realmente precisamos, e às vezes uma solução mais especializada é precisa. Que melhor forma para experimentar outras ferramentas e outras técnicas que usar software gratuito?
Para um problema particular, existem dezenas, senão centenas, de opções por onde experimentar. Um maior numero de opções não nos leva com certeza a uma melhor experiência educacional nem a uma melhor solução. No entanto, enquanto vamos testando essas novas opções e ferramentas, estamos a pesquisar, a experimentar e no processo, a desenvolver habilidades fundamentais de aprendizagem.
Enquanto procuramos por um software em particular, em primeiro lugar, temos que identificar o problema que desejamos resolver. Após identificado o problema, pesquisamos pelas soluções existentes e seleccionamos quais vamos experimentar. Experimentamos todos da mesma forma e comparamos os resultados para identificar qual o que se adapta melhor às nossas necessidades. Decidimos se já encontrámos a nossa solução ou se precisamos de repetir todo o processo, alterando os métodos e/ou o software escolhido. Finalmente, publicaremos os resultados com as nossas conclusões.
Estes passos dificilmente se assemelham aos métodos científicos, mas estão presentes os passos básicos para a investigação e ganho de conhecimento. No final, obtemos sabedoria e experiência que são melhores que qualquer opinião cega e sem apoio.
Ás vezes, deparamo-nos com uma área que não possui a solução correcta para as nossas necessidades, e no entanto temos uma ideia sólida do que poderia funcionar. Usando ferramentas livres, documentação e o apoio da comunidade, poderemos construir o nosso próprio software usando os nossos conhecimentos adquiridos pelo nosso interesse e necessidades. Ao libertar o software ao publico, estaremos a partilhar conhecimento e experiência.

Se estamos a preencher uma lacuna existente, encontraremos outras pessoas na comunidade Open Source que partilham o nosso interesse e querem ajudar. Iremos trabalhar com diversas pessoas que têm a sua personalidade, cada qual diferente, fazendo com que a experiência seja ainda melhor. Trabalharemos em grupo, permitindo adquirir capacidade de adaptação, onde iremos encontrar diversidades de opiniões e aprender novas metodologias. Independentemente do sucesso do projecto,  o processo de colaboração por si só já valeu a pena, fornecendo novos conhecimentos e um grau de profissionalismo impossível de encontrar em mais algum lado.
O aspecto idealístico do crescimento pessoal do software gratuito é unico. Pode-se encontrar este tipo de potêncial em mais algum tipo de software? Estes caminhos teóricos para a metodologia ciêntifica, experiência, sabedoria, colaboração, altruísmo e profissionalismo não devem ser esquecidos.

In Free Software Magazine

Categorias

Olá. Desde há algum tempo que começei realmente a levar esta coisa do blog mais a sério. Fui escrevendo mais vezes e artigos com mais importância (penso eu). Assim sendo, decidi que era altura de começar a escrever os artigos e a dar-lhes uma categoria. Assim sendo, decidi separar os artigos por categorias, sendo eles colocados na que melhor se enquadra ao assunto escrito.

As categorias que decidi criar são as seguintes:

  • Opensource – Qualquer assunto que tenha a ver com Opensource, desde noticias, a software.
  • Opinião – Nestas entradas estou a dar a minha opinião sobre algum assunto que eu penso que tenha importância.
  • Linux – Tudo relacionado com este fantástico Sistema Operativo
  • Musica – As musicas que eu penso que irão gostar. Pelo menos eu gosto.
  • Código – Algumas dicas e/ou código para melhorar a vida

Espero que assim seja melhor para mim e para quem venha ler este blog, poder escolher logo o que vai querer ler.

Antitrust


Antitrust

Este é o nome de um filme que eu vi ontem à noite. A história trata de um programador que vai trabalhar para uma empresa de sonho. Após algum tempo, ele começa a suspeitar que alguma coisa não está bem naquela empresa. Como programador, ele tem que desenvolver um algoritmo de compressão e por milagre, o seu boss, vai-lhe dando partes de código para ele colocar no algoritmo. Chega a uma altura que ele se apercebe que conhece o código como de um amigo dele, que é morto. A história desenrola-se posteriormente na descoberta da origem deste crime e de outros, sempre relacionado com programadores. Esta empresa e as suas politicas são em tudo semelhantes como as de uma que todos conhecemos. Todo o filme se passa em redor do desenvolvimento de um projecto, e tudo o que a empresa faz para conseguir terminar o projecto a tempo. A mensagem passada pelo filme é realmente aquilo que acontece nos dias de hoje, embora existam alguns acontecimentos no filme que não acontecem realmente na realidade, mas a mensagem está lá. Todo o filme se baseia no OpenSource, e tudo o que isto representa. Reparem nos sistemas operativos, são Linux e o ambiente de trabalho é efectivamente Gnome. As linguagens apresentadas são Java, HTML e C++. Fantástico! Aconselho este filme a todos os públicos (sejam pessoas ligadas à informática ou não), maioritariamente aqueles que não trabalham com sistemas operativos livres e OpenSource. No final, o que o actor principal diz é realmente interessante e uma mensagem a reter por todos:

Human Knowledge Belongs to the World

Fabricantes…

Hà uns bons meses comprei uma placa wireless para o meu computador de secretária. Sabia que havia algumas possi­bilidades de a placa não funcionar logo à primeira e que provávelmente teria que andar a investigar para a conseguir colocar a funcionar em Linux. Andei a pesquisar na net a saber quais eram os chipsets que eram directamente suportados por Linux, quais os que era necessário instalar drivers e quais os que não havia a mínima possibilidade de colocar a funcionar (por enquanto). Quando comprei a placa, o chipset era prism V2, que logo por azar era o que não funcionava… Na altura, a minha introdução ao mundo wireless tinha começado mal… Havia perdido a minha primeira batalha… Após muita investigação, lá consegui colocar a placa a funcionar, e muito lamentavelmente, com os drivers do windows. Mas na altura era o que havia… Ao colocar a placa a funcionar daquele modo, não podia fazer muitas das coisas para as quais tinha comprado a placa: sniffing (modo promí­scuo) e ad-hoc (fazer de access point). Quando vi que a placa nunca iria funcionar em Linux tão cedo, ofereci ao meu irmão (que a colocou logo a funcionar – windows) e comprei outra, desta vez com chipset atheros, que tem suporte directo em Linux. A partir daí­ começei a ver outro mundo e tinha ganho a batalha! Entre a compra da primeira placa e a aquisição da segunda passaram-se cerca de 2 meses, os quais passei a desesperar e a confirmar ideias que já tinha. A culpa do windows ser mais utilizado é em grande parte culpa dos fabricantes. Quando compram software () e hardware, de certeza que já repararam que um simbolo do windows vem sempre na caixa, apesar de toda a gente já saber que aquilo vai funcionar em windows sem sombra de dúvidas. O que o hardware não trás é um autocolante com um simbolo de Linux (seja qual ele for) a dizer que funciona naquele sistema operativo, quando na verdade o hardware funciona, e bem. Vejamos o caso das impressoras HP. As impressoras HP funcionam em Linux, e os drivers são fornecidos pela própria HP, e esta nunca meteu nas caixas das impressoras a dizer que funciona em Linux, e os CDs com os drivers não contemplam Linux, apesar de a HP ter um site onde os tem para todos os Linux, bem como tutoriais de como instalar e configurar… Como a HP, existem muitos… No caso das placas gráficas, a NVIDIA, também tem drivers para Linux há muitos anos, e funcionam muito bem e a NVIDIA é um caso de sucesso. Os drivers Linux para as placas gráficas têm performances superiores aos seus semelhantes para windows. Uma placa gráfica num computador com ambos os sistemas operativos tem melhor performance em Linux que em windows, e isso está provado. O grande problema do Linux são os fabricantes de hardware que, das duas uma – Ou o hardware funciona em Linux e o fabricante não faz referência a isso (e apesar de fornecer todo o suporte para tal) ou então o fabricante não quer saber e aquilo tem dois caminhos: Ou não funciona mesmo, ou então existe uma comunidade de utilizadores que compraram e desenvolveram drivers para que possa funcionar em Linux. Infelizmente, este é  o mundo informático que temos, e se não houver uma alteração radical de mentalidade por parte dos fabricantes (ou pressão por parte da comunidade Linux) não vamos andar para a frente. Eu acredito que, dentro de 5 anos, 10 anos no máximo, o Linux esteja instalado em muitos computadores pessoais, e que a escolha dos utilizadores será Linux, pois a sua robustez, performance e segurança irá fazer com que os utilizadores vejam as vantagens de um sistema em relação ao outro.
PS: Eu não tenho nada contra o Sr. Bill Gates, acho o homem, acima de tudo, muito inteligente, mas tenho contra a política enganadora da microsoft e dos fabricantes de hardware.

Aprender Linux

Quem me conhece, sabe que eu uso Linux. Hà jà alguns anos que deixei de utilizar produtos microsoft nos meus computadores e no meu dia a dia. Não digo que alguma vez não venha a utilizar profissionalmente, mas se o puder não fazer, não o faço. Pela minha escola, e pelos meus amigos, corre o boato que eu uso Linux. Quase todos os dias encontro alguém que me diz que vai começar a trabalhar com Linux e que adora Linux. Eu entro na conversa, e claro está, encorajo a que isso aconteça e ofereço sempre os meus serviços para ajudar. Voçês não imaginam quantas pessoas encontro, na minha vida profissional que, dizem que usam Linux, mas depois, é apenas para algumas coisitas de nada… O windows está lá sempre ao barulho. O que me coloca mais triste são as desculpas que as pessoas dão para não trabalharem em Linux, embora demonstrando um interesse, e grande, em trabalhar. Apresento aqui algumas das respostas mais parvas que já ouvi como desculpa para não aprenderem. Vou colocar também as minhas impressões a essas respostas, pois todas têm uma resposta da minha parte… Para piorar as coisas, estas respostas vêm da boca dos que se consideram informáticos, o que é uma vergonha para a minha classe profissional. Respostas: 1: Ah, gostava muito de aprender, mas não tenho tempo. 2: É muito difícil de aprender 3: É preciso acesso à internet para poder saber trabalhar com Linux 4: Para instalar alguma coisa, é preciso meia-hora. As respostas, sem análise prévia, até parecem válidas, mas não o são. Aprender Linux é como aprender a ler ou a escrever. A culpa disto tudo é de quem colocou um computador à frente destes neandertais. Se tivessem aprendido a trabalhar em Linux (não só em windows) desde os primeiros momentos que colocaram as patas num computador, não diziam estas coisas. As minhas respostas aquelas "perguntas/respostas primitivas" são as seguintes: Resposta 1: Para aprender Linux é preciso o mesmo tempo que para aprender windows. A aprendizagem de Linux não demora mais tempo que a aprendizagem de windows, ou aprender a cozinhar… Tudo depende da vontage e da paciência. Se à primeira as coisas não correm bem, tenta-se novamente… Quantas vezes não crashei eu o registo do meu windows a descobrir e a inventar coisas? Tudo depende da vontade disponí­vel em aprender alguma coisa nova. Resposta 2: A dificuldade em aprender alguma coisa está na resistência que se faz à mudança, ou como escrito em cima, na vontade que se tem em aprender. Quem quer ficar burro, dá respostas destas, quem quer conhecer mundos melhores e aprender novas formas (mais baratas e mais gratificantes) dá o passo em frente. O caminho para o conhecimento é tortuoso. Nunca as coisas mais rápidas foram as melhores. Resposta 3: Se existe uma coisa (além de muitas mais) que o Linux tem melhor que o windows é o sistema de ajuda. Em Linux tudo tem manual e informação disponí­vel. As directorias /usr/share/doc e /usr/local/share/doc/ têm todos os documentos que alguma vez se pode precisar. Além disto, ainda existem os comandos man comando e info comando que fornecem documentação detalhada e exemplos de como se fazem as coisas. A internet ajuda, é verdade, mas não é essencial na aprendizagem. Vontade acima de tudo. Resposta 4: A instalação de programas é coisa básica, tal como duplo clique no icon. Estes neandertais que só conhecem ficheiros executáveis por terem extensão .exe deviam ir tirar um curso de informática (meu Deus… todos eles são de cursos de informática). Em Linux, qualquer ficheiro é executável, basta um chmod +x ficheiro na sua forma mais básica, para o ficheiro ser executável. Existem ficheiros já compilados (.rpm, .deb) que poderemos chamar os famosos .exe, mas que, e agora, opinião pessoal, perdem a piada… Para todos os informáticos que, de certeza que já compilaram algum programa, por mais básico que fosse, existem os pacotes em source que são compilados na própria máquina, que de certa forma, também é uma forma de instalação, a qual fica optimizada para o computador onde está a ser compilado. Em Linux também existem programas que, com um click do rato, apresentam um ecrãn todo giro para efectuar a instalação… Para instalar programas em Linux, basta querer… Depois disto, muitos vão me deixar de falar, mas acredito que muitos mais vão querer deixar de ser ignorantes e vão querer dar o passo em frente. O que mais me espanta é que, na minha escola (e em muitas escolas superiores do paí­s) a cultura windows está a ser enraí­zada pelos incompetentes dos professores, em vez de proporem soluções opensource e/ou gratuitas aos alunos. O windows é mais simples de utilizar, mas não é daí­ a melhor forma de fazer as coisas. O Linux é tudo acerca de escolhas e liberdade para fazer o que se quer, como se quer. Em Linux, para realizar uma tarefa, existem n formas para tal, coisa que em windows, não…. Ou se faz como a microsoft quer, ou então, nada feito… Também tenho algo a dizer em relação aos fabricantes de software e hardware. A culpa do nosso país, e mundo estar assim, é em grande parte deles… Só fabricam hardware compatí­vel para windows e software para windows. Ponham os olhos na fantástica NVIDIA, cuja cultura Linux está á muito tempo enraí­zada e cujos drivers têm performance muito superiores em Linux que em windows… Claro que, não poderia terminar este texto sem dar uma palavrinha ao governo português. Governos como a Espanha, Japão, China e muitos outros, estão a deixar de lado os sistemas windows para dar lugar aos sistemas Linux… Por alguma razão há-de ser !!! Ao contrário deles, o nosso governo, cada vez mais se torna dependente da microsoft. Eu falo do que sei, e se voçês imaginassem o ministério da saúde, nomeadamente o IGIF…. São os vossos impostos (e os meus)…. Acredito que uma licença de um produto windows não custe mais que uma formação de Linux aos responsáveis e funcionários das informáticas dos hospitais… Mas pronto, muitas delas nem informáticas se podem chamar….