Afinal a Microsoft não é má de todo

Há uns tempos atrás, coloquei aqui uma entrada sobre o OpenOffice 2.0 e sobre uma petição a decorrer na Internet para que a Microsoft criasse um plugin 

para que o Office pudesse suportar os formatos (standard) do OpenOffice. Ao fim de algum tempo e de milhares de pessoas assinarem a petição, a Microsoft cedeu.

Finalmente, foi criado um plugin para que o Word pudesse ler e escrever ficheiros no formato OpenDocument. O site encontra-se no Sourceforge e é OpenSource (quem diria…).

Para quem não sabe, o facto de o Word suportar este formato é muito importante, inclusivé para Governos e instituições públicas. Este formato é baseado em XML, o que facilita o intercambio entre várias aplicações, e o tamanho do ficheiro é realmente muito pequeno, pois é comprimido. Se o abrirem com uma aplicação de compressão de ficheiros, poderão ver os vários ficheiros que compõem este formato. Este formato foi criado inicialmente pelo OpenOffice.org.

Três vivas à Microsoft pelo suporte dado à comunidade OpenSource.

Gentoo Linux: Aventura

 

Há já alguns anos que uso Linux. Linux é simplesmente fantástico e não trocaria por nada deste mundo. Foi uma aventura começar e todos os dias é uma aventura nova, tentando sempre descobrir novas e melhores formas de fazer as coisas, desde os scripts em bash e aos crontabs, até à criação de um DVD. O que me leva a gostar ainda mais de trabalhar em Linux é todos os dias seguir sempre uma linha de pensamento:

 

O que pode o meu Sistema Operativo fazer hoje por mim?

Quando começei, usei RedHat, que posteriormente passou a suportar o Fedora Core, versão que usei até à 3. Quando saiu a versão 4 do Fedora Core, deixei de gostar e decidi experimentar outra distribuição. Já tinha ouvido falar no Gentoo Linux e decidi experimentar. Sabia que para um principiante de Linux era complicado (não me podia considerar um expert usando linux hà menos de 2 anos e meio), mas decidi dar-lhe uma oportunidade. Desde essa primeira tentativa e durante essa semana, devo ter instalado o Gentoo pelo menos umas 7 vezes… e atenção, que todos os pacotes são compilados! Após esse tempo de compilação, tive a minha primeira desistência…

Decidi então, experimentar uma distribuição chamada VidaLinux, que é baseada em Gentoo. Quando instalada (com os pacotes já compilados), fica já com ambiente gráfico e toda prontinha a trabalhar. Quando decidi actualizar o sistema, foi quando dei cabo de tudo novamente…

Como um cobarde, voltei novamente ao Fedora. Três dias mais tarde decidi dar uma nova oportunidade ao Gentoo. Li o manual, consultei os foruns, o Wiki e lá consegui colocar as coisas a funcionar. Até hoje, o Gentoo está sempre a funcionar e rápidamente. As coisas que me impressionaram muito foi a quantidade de documentação existente (sendo efectivamente uma das distribuições com mais documentação) e o facto de ser tudo acerca de escolhas. Quando o Gentoo pergunta como queremos, é realmente como queremos e nãoo como ele quer. Com o Gentoo, somos nós que instalamos o que queremos e configuramos como queremos e não o contrário. O controlo que o utilizador tem sobre o S.O é realmente poderoso.

Um primeiro medo sobre as pessoas que começam a usar Gentoo pela primeira vez deve ser (pelo menos comigo foi) compilar o Kernel manualmente. Inicialmente usei o Genkernel (ferramenta do Gentoo que configura e compila o kernel automaticamente), mas depois começei a ver que era muita coisa em memoria que eu nao usava e algumas opções no Kernel estavam erradas. Dei então uma oportunidade a mim mesmo e compilei o kernel manualmente.

Foi canja

O Gentoo é uma distribuição que pode meter medo inicialmente, mas quando lhe dão uma oportunidade, não se arrependem. Demora tempo a estar pronto,é verdade, mas no final é muito gratificante. Graças ao Gentoo aprendi muita coisa em Linux que não sabia. O facto de andar a compilar pacotes e a configurar quase tudo manualmente, Dá trabalho, mas aprende-se muito.

Vejam também um documento escrito por alguém que experimentou, mas que não gostou. Não é tudo um mar de rosas e o Linux é acima de tudo, escolhas!

Deixo-vos aqui alguns links do Gentoo para poderem dar uma vista de olhos e quem sabe, experimentar. Devo avisar que, o Gentoo infelizmente, mas cada vez esté melhor, nã é para principiantes ao Linux, porque podem desistir  à primeira tentativa. Tentem o Ubuntu, o Fedora Core, o openSUSE ou mesmo o Mandriva. São distribuições mais "suaves" e apropriadas para a trânsçao de windows para Linux.

Espero que se decidirem tentar, se divirtam tanto como eu!

Deixo aqui um screenshot do meu gentoo, do portatil, e dois do Gentoo que uso no hospital (o meu local de trabalho).

Até à Vista?

Há um tempo atrás, um senhor da Microsoft foi fazer uma apresentação do novo windows, o chamado Vista. Claro esté, eu tive que ir ver a apresentação, e realmente, aquilo que vi foi uma imitação das funcionalidades já existentes noutros sistemas operativos. O que mais me fascinou (estou a ser irónico) foi a forma como esse senhor, que devo dizer, grande lábia, ilucidou os meus colegas ADORADORES de windows que estavam lá a ver, com as novas funcionalidades (visiveis) que o fantástico Vista vai trazer.

Enquanto estava a ouvir atentamente estas novas funcionalidades (novas….?? para o windows são), estava-me a rir, e a pensar que o meu Querido Linux com Gnome já faz isso à muito tempo.

A seguinte tabela mostra as “novas” funcionalidades do Vista:

“Novidades” do Vista Equivalente em Linux
Instant Search Beagle
Aero Interface Xgl
Desktop Widgets SuperKaramba/gDesklets
Network Explorer Bonjour
Built-in firewall Built-in firewall
BitLocker Built-in filesystem encryption
IE7 Tabbed Browser Firefox Tabbed Browser
Avalon graphics Cairo graphics
XAML GUIs XUL GUIs
Automatic Updates Automatic Updates
(in LXF 82 – August 2006)
Passo a explicar algumas delas:

Gráficos Fantásticos

A microsoft gaba-se com a nova interface gráfica chamada ‘Aero’, que adiciona uns efeitos 3D à interface do utilizador. Realmente, melhora o aspecto, mas não tem nada de semelhante com a interface 3D, com aceleração por hardware que o Mac OS X introduziu há alguns anos atrás. Isso mesmo, há anos…

Mesmo assim, nem pegando no melhor do vista e do Mac OS X conseguem chegar perto do que o XGL consegue fazer. Após ser desenvolvido durante alguns anos, o XGL trás agora ao Linux a verdadeira aceleração gráfica por hardware no desktop.

Segurança

Quando o windows XP foi lançado, a Microsoft prometeu algumas novas funcionalidades no respeito à segurança. Em Agosto de 2004, foi lançado o “Windows XP Service Pack 2” com avançadas tecnologias de segurança. Apesar de todo este markting, muitos utilizadores de Windows continuam a sofrer de spyware, adware e virus, forçando-os a “comprar” produtos contra estas viroses.

A Microsoft anunciou que o Windows Vista inclue funcionalidades de segurança que o tornam ainda mais seguro que os seus antecessores. São só promessas, como os anteriores, mas desta vez, anunciam inovações ao ní­vel das contas dos utilizadores e encriptação do sistema de ficheiros.

Muitos Windows XP estão configurados de forma a deixar que os utilizadores possam instalar e remover software. Com o Vista, apenas o administrador terá estes previlégios, e outros utilizadores apenas serão capazes de correr alguns programas e trabalhar com os seus proprios ficheiros. É uma grande ideia, tão grande que em Linux isso está em uso desde os seus primeiros tempos. Sim, o Vista vai ter uma segurançaa ao estilo Unix/Linux, que vai tornar as maquinas windows um pouco mais seguras…

Para terminar, estas são apenas algumas das funcionalidades tão anunciadas pela microsoft que já existem em Linux há muitos anos. Existem outras, tais como, navegação na internet com várias páginas na mesma janela – Usem o firefox; GUI’s (Graphical User Interface) vectorizados – o Gnome já tem isso há anos com o Cairo. Actualizações automáticas – Há 5 anos que existe isso em linux.

Existem agora outras funcionalidades que o Vista não tem: Um sistema de ficheiros que não precise de desfragmentação ou que seja automática sem necessitar da intervenção do utilizador; Clientes de email à prova de virús; Virtualização embutida; uma escolha de ambientes de trabalho (Gnome, KDE, Fluxbox, XFCE, etc…) e claro está, centenas de gigabytes de software gratuito e um mundo inteiro para os ajudar….

Todo este post foi baseado na noticia publicada na Linux Format 82, August 2006

 

 

Everybody loves open formats

Hoje e como habitual todos os meses, comprei a Linux Format. Uma revista sobre Linux, lá está, do Reino Unido. É bastante boa, muito boa mesmo. Posso compará-la a uma exame informática em termos do tipo de conteúdos que trás, mas melhor, muito melhor. Ao ler a revista, houve uma noticia em especial que li com interesse. A OpenDocument Format Alliance é um grupo de companhias e/ou governos que juntos, promovem o uso do standard do OpenDocument, os mesmos formatos usados pelo OpenOffice. Foi formada em 3 de Março de 2006 com 35 membros, contando neste momento com mais de 100. Ao ler o artigo, tive que ir ver à página quais os membros e verificar se, à semelhança com outros paí­ses, alguma empresa portuguesea ou instituto governamental lá estava inserido como membro. Devo confessar que fiquei espantado quando constatei que duas organizações Portuguesas estavam lá. A Caixa Mágica (que não me surpreendeu muito), e, para meu espanto, o Instituto das Tecnologias de Informação na Justiça. Eu vi um organismo português a aderir ao OpenDocument. Isto significa que, muito lentamente, temos pessoas no governo sensibilizadas para esta realidade. Não vou arriscar dizer que se estão a separar do Office, mas uma vez que a microsoft ainda não aderiu a este standard, parece-me que sim… Embora possa apostar que correu muita tinta neste instituto para que isto pudesse acontecer. Enquanto o governo continuar a assinar protocolos com a microsoft e a ficar cada vez mais dependente desta, o nosso país não vai evoluir. Acredito que, no ministério da Justiça, se adoptarem estes formatos e fugirem ao office, muitos euros vão ser poupados… Gostaria de ver o IGIF a aderir também, mas acho que ainda vamos ter que esperar muito, enquanto aquela cambada de trogloditas não for substituí­da por sangue novo… ah, mas estamos no paí­s dos tachos…. Mais uma vez, os meus parabéns à Caixa Mágica e ao Instituto das Tecnologias de Informação na Justiça. Espero que mais organismos sigam as vossas pegadas.

Antitrust


Antitrust

Este é o nome de um filme que eu vi ontem à noite. A história trata de um programador que vai trabalhar para uma empresa de sonho. Após algum tempo, ele começa a suspeitar que alguma coisa não está bem naquela empresa. Como programador, ele tem que desenvolver um algoritmo de compressão e por milagre, o seu boss, vai-lhe dando partes de código para ele colocar no algoritmo. Chega a uma altura que ele se apercebe que conhece o código como de um amigo dele, que é morto. A história desenrola-se posteriormente na descoberta da origem deste crime e de outros, sempre relacionado com programadores. Esta empresa e as suas politicas são em tudo semelhantes como as de uma que todos conhecemos. Todo o filme se passa em redor do desenvolvimento de um projecto, e tudo o que a empresa faz para conseguir terminar o projecto a tempo. A mensagem passada pelo filme é realmente aquilo que acontece nos dias de hoje, embora existam alguns acontecimentos no filme que não acontecem realmente na realidade, mas a mensagem está lá. Todo o filme se baseia no OpenSource, e tudo o que isto representa. Reparem nos sistemas operativos, são Linux e o ambiente de trabalho é efectivamente Gnome. As linguagens apresentadas são Java, HTML e C++. Fantástico! Aconselho este filme a todos os públicos (sejam pessoas ligadas à informática ou não), maioritariamente aqueles que não trabalham com sistemas operativos livres e OpenSource. No final, o que o actor principal diz é realmente interessante e uma mensagem a reter por todos:

Human Knowledge Belongs to the World

Fabricantes…

Hà uns bons meses comprei uma placa wireless para o meu computador de secretária. Sabia que havia algumas possi­bilidades de a placa não funcionar logo à primeira e que provávelmente teria que andar a investigar para a conseguir colocar a funcionar em Linux. Andei a pesquisar na net a saber quais eram os chipsets que eram directamente suportados por Linux, quais os que era necessário instalar drivers e quais os que não havia a mínima possibilidade de colocar a funcionar (por enquanto). Quando comprei a placa, o chipset era prism V2, que logo por azar era o que não funcionava… Na altura, a minha introdução ao mundo wireless tinha começado mal… Havia perdido a minha primeira batalha… Após muita investigação, lá consegui colocar a placa a funcionar, e muito lamentavelmente, com os drivers do windows. Mas na altura era o que havia… Ao colocar a placa a funcionar daquele modo, não podia fazer muitas das coisas para as quais tinha comprado a placa: sniffing (modo promí­scuo) e ad-hoc (fazer de access point). Quando vi que a placa nunca iria funcionar em Linux tão cedo, ofereci ao meu irmão (que a colocou logo a funcionar – windows) e comprei outra, desta vez com chipset atheros, que tem suporte directo em Linux. A partir daí­ começei a ver outro mundo e tinha ganho a batalha! Entre a compra da primeira placa e a aquisição da segunda passaram-se cerca de 2 meses, os quais passei a desesperar e a confirmar ideias que já tinha. A culpa do windows ser mais utilizado é em grande parte culpa dos fabricantes. Quando compram software () e hardware, de certeza que já repararam que um simbolo do windows vem sempre na caixa, apesar de toda a gente já saber que aquilo vai funcionar em windows sem sombra de dúvidas. O que o hardware não trás é um autocolante com um simbolo de Linux (seja qual ele for) a dizer que funciona naquele sistema operativo, quando na verdade o hardware funciona, e bem. Vejamos o caso das impressoras HP. As impressoras HP funcionam em Linux, e os drivers são fornecidos pela própria HP, e esta nunca meteu nas caixas das impressoras a dizer que funciona em Linux, e os CDs com os drivers não contemplam Linux, apesar de a HP ter um site onde os tem para todos os Linux, bem como tutoriais de como instalar e configurar… Como a HP, existem muitos… No caso das placas gráficas, a NVIDIA, também tem drivers para Linux há muitos anos, e funcionam muito bem e a NVIDIA é um caso de sucesso. Os drivers Linux para as placas gráficas têm performances superiores aos seus semelhantes para windows. Uma placa gráfica num computador com ambos os sistemas operativos tem melhor performance em Linux que em windows, e isso está provado. O grande problema do Linux são os fabricantes de hardware que, das duas uma – Ou o hardware funciona em Linux e o fabricante não faz referência a isso (e apesar de fornecer todo o suporte para tal) ou então o fabricante não quer saber e aquilo tem dois caminhos: Ou não funciona mesmo, ou então existe uma comunidade de utilizadores que compraram e desenvolveram drivers para que possa funcionar em Linux. Infelizmente, este é  o mundo informático que temos, e se não houver uma alteração radical de mentalidade por parte dos fabricantes (ou pressão por parte da comunidade Linux) não vamos andar para a frente. Eu acredito que, dentro de 5 anos, 10 anos no máximo, o Linux esteja instalado em muitos computadores pessoais, e que a escolha dos utilizadores será Linux, pois a sua robustez, performance e segurança irá fazer com que os utilizadores vejam as vantagens de um sistema em relação ao outro.
PS: Eu não tenho nada contra o Sr. Bill Gates, acho o homem, acima de tudo, muito inteligente, mas tenho contra a política enganadora da microsoft e dos fabricantes de hardware.

Jazz

Faz hoje uma semana que estava a aborrecer-me na cama, quando decidi colocar a televisão na :2, onde todos os domingos dá um programa de musica, geralmente sobre Jazz (nunca vi de outro género), la pela 1:00h da manhã. Começei a ver e fiquei maravilhado sobre o artista que estavam a falar. Jamie Cullum, um artista de Jazz novo, que ja lançou 2 albúms e que promete vibrar o mundo do Jazz. Com temas de Jazz clássico e passando pela Pop, Jamie Cullum oferece uma nova experiência musical para aqueles habituados ao Jazz clássico. Como ele próprio descreve, tenta sempre apresentar alguma coisa de diferente nas musicas que canta, mas sem nunca fugir dos tons habituados do Jazz. Recomendo Photograph e mesmo All at Sea, que são simplesmente fantásticas. Os dois albums que lançou chamam-se Twentysomething e Catching Tales. Procurem e oiçam… Não se vão arrepender… O seu site oficial situa-se aqui.

Loopless

Para esta semana, na categoria de musica, recomendo um albúm simplesmente… lindo. De sons melodiosos, uma mistura de jazz, soul e trip-hop invade o ambiente. Os Loopless produziram um primeiro album que consegue fazer as delicias de qualquer amante de bons sons. Com alguma melancolia, conseguem levar quem ouve a sentar-se e a desfrutar de todas as musicas que compõem este disco. Preparem-se para serem invadidos por um sentimento inexplicável ao ouvirem este albúm. Para melhorar o ambiente, juntem uma boa companhia que possa disfrutar tanto deste albúm como voçês. Eles têm site oficial aqui. Visitem.

Aprender Linux

Quem me conhece, sabe que eu uso Linux. Hà jà alguns anos que deixei de utilizar produtos microsoft nos meus computadores e no meu dia a dia. Não digo que alguma vez não venha a utilizar profissionalmente, mas se o puder não fazer, não o faço. Pela minha escola, e pelos meus amigos, corre o boato que eu uso Linux. Quase todos os dias encontro alguém que me diz que vai começar a trabalhar com Linux e que adora Linux. Eu entro na conversa, e claro está, encorajo a que isso aconteça e ofereço sempre os meus serviços para ajudar. Voçês não imaginam quantas pessoas encontro, na minha vida profissional que, dizem que usam Linux, mas depois, é apenas para algumas coisitas de nada… O windows está lá sempre ao barulho. O que me coloca mais triste são as desculpas que as pessoas dão para não trabalharem em Linux, embora demonstrando um interesse, e grande, em trabalhar. Apresento aqui algumas das respostas mais parvas que já ouvi como desculpa para não aprenderem. Vou colocar também as minhas impressões a essas respostas, pois todas têm uma resposta da minha parte… Para piorar as coisas, estas respostas vêm da boca dos que se consideram informáticos, o que é uma vergonha para a minha classe profissional. Respostas: 1: Ah, gostava muito de aprender, mas não tenho tempo. 2: É muito difícil de aprender 3: É preciso acesso à internet para poder saber trabalhar com Linux 4: Para instalar alguma coisa, é preciso meia-hora. As respostas, sem análise prévia, até parecem válidas, mas não o são. Aprender Linux é como aprender a ler ou a escrever. A culpa disto tudo é de quem colocou um computador à frente destes neandertais. Se tivessem aprendido a trabalhar em Linux (não só em windows) desde os primeiros momentos que colocaram as patas num computador, não diziam estas coisas. As minhas respostas aquelas "perguntas/respostas primitivas" são as seguintes: Resposta 1: Para aprender Linux é preciso o mesmo tempo que para aprender windows. A aprendizagem de Linux não demora mais tempo que a aprendizagem de windows, ou aprender a cozinhar… Tudo depende da vontage e da paciência. Se à primeira as coisas não correm bem, tenta-se novamente… Quantas vezes não crashei eu o registo do meu windows a descobrir e a inventar coisas? Tudo depende da vontade disponí­vel em aprender alguma coisa nova. Resposta 2: A dificuldade em aprender alguma coisa está na resistência que se faz à mudança, ou como escrito em cima, na vontade que se tem em aprender. Quem quer ficar burro, dá respostas destas, quem quer conhecer mundos melhores e aprender novas formas (mais baratas e mais gratificantes) dá o passo em frente. O caminho para o conhecimento é tortuoso. Nunca as coisas mais rápidas foram as melhores. Resposta 3: Se existe uma coisa (além de muitas mais) que o Linux tem melhor que o windows é o sistema de ajuda. Em Linux tudo tem manual e informação disponí­vel. As directorias /usr/share/doc e /usr/local/share/doc/ têm todos os documentos que alguma vez se pode precisar. Além disto, ainda existem os comandos man comando e info comando que fornecem documentação detalhada e exemplos de como se fazem as coisas. A internet ajuda, é verdade, mas não é essencial na aprendizagem. Vontade acima de tudo. Resposta 4: A instalação de programas é coisa básica, tal como duplo clique no icon. Estes neandertais que só conhecem ficheiros executáveis por terem extensão .exe deviam ir tirar um curso de informática (meu Deus… todos eles são de cursos de informática). Em Linux, qualquer ficheiro é executável, basta um chmod +x ficheiro na sua forma mais básica, para o ficheiro ser executável. Existem ficheiros já compilados (.rpm, .deb) que poderemos chamar os famosos .exe, mas que, e agora, opinião pessoal, perdem a piada… Para todos os informáticos que, de certeza que já compilaram algum programa, por mais básico que fosse, existem os pacotes em source que são compilados na própria máquina, que de certa forma, também é uma forma de instalação, a qual fica optimizada para o computador onde está a ser compilado. Em Linux também existem programas que, com um click do rato, apresentam um ecrãn todo giro para efectuar a instalação… Para instalar programas em Linux, basta querer… Depois disto, muitos vão me deixar de falar, mas acredito que muitos mais vão querer deixar de ser ignorantes e vão querer dar o passo em frente. O que mais me espanta é que, na minha escola (e em muitas escolas superiores do paí­s) a cultura windows está a ser enraí­zada pelos incompetentes dos professores, em vez de proporem soluções opensource e/ou gratuitas aos alunos. O windows é mais simples de utilizar, mas não é daí­ a melhor forma de fazer as coisas. O Linux é tudo acerca de escolhas e liberdade para fazer o que se quer, como se quer. Em Linux, para realizar uma tarefa, existem n formas para tal, coisa que em windows, não…. Ou se faz como a microsoft quer, ou então, nada feito… Também tenho algo a dizer em relação aos fabricantes de software e hardware. A culpa do nosso país, e mundo estar assim, é em grande parte deles… Só fabricam hardware compatí­vel para windows e software para windows. Ponham os olhos na fantástica NVIDIA, cuja cultura Linux está á muito tempo enraí­zada e cujos drivers têm performance muito superiores em Linux que em windows… Claro que, não poderia terminar este texto sem dar uma palavrinha ao governo português. Governos como a Espanha, Japão, China e muitos outros, estão a deixar de lado os sistemas windows para dar lugar aos sistemas Linux… Por alguma razão há-de ser !!! Ao contrário deles, o nosso governo, cada vez mais se torna dependente da microsoft. Eu falo do que sei, e se voçês imaginassem o ministério da saúde, nomeadamente o IGIF…. São os vossos impostos (e os meus)…. Acredito que uma licença de um produto windows não custe mais que uma formação de Linux aos responsáveis e funcionários das informáticas dos hospitais… Mas pronto, muitas delas nem informáticas se podem chamar….

Musica livre e gratuita

Ola amantes da musica. Todos nós, e eu não sou excepção, sacamos musica da internet, usando o programa que melhor se adapta a nós mesmos, kazaa, azureus, amule, etc…,e todos sabemos que, é ilegal. Durante esta tarde, enquanto navegava pela internet, descobri um site, que eventualmente alguns já conhecem, de onde se pode sacar musica gratuitamente, consoante o uso que se vai dar à musica. Para uso caseiro, é gratuita. O site fornece excertos das mesmas para poderem ouvir antes de efectuar o download. O download é interessante, pois é necessário (ou não), enviar um email para que posteriormente recebam as instruções para o download. Alternativamente, podem sacar, mas vem com uma voz a dizer qual a musica que foi ouvida. Dos géneros disponí­veis, temos chill out, jazz, electrónica, new age, pop e muitos outros. Deveriam experimentar, é simples, fácil, e como diz o site –

Internet Music Without the Guilt

. Toda a informação sobre licenciamento está disponível no site. O site chama-se Magnatune. Visitem, não se vão arrepender.