Instalar winetools em CM15

Wine é uma ferramenta fantástica para Linux. Permite-nos correr algumas aplicações de windows em Linux sem ter que recorrer aquele sistema operativo proprietário.

No entanto, a sua configuração e instalação de aplicações pode ser um pouco complicado. Felizmente, existem projectos que nos facilitam nestas tarefas.

Winetools é uma das ferramentas mais utilizadas no mundo, e é bastante robusta e eficaz.

Para o Caixa Mágica não existe um RPM. Desta forma, temos que o instalar manualmente (nada de complicado) mas que exige a instalação de algums pacotes.

O site oficial do winetools é http://www.von-thadden.de/Joachim/WineTools/, mas eu não consegui efectuar o download do winetools do site, pois dava um erro. Assim, consegui efectuar o download daqui: http://www.sfr-fresh.com/linux/misc/winetools-0.9jo-III.tar.gz/, sendo a ultima versão do winetools a 0.90jo-III.

Uma vez efectuado o download, só tem que descomprimir:

tar -zxvf winetools-0.9jo-III.tar.gz

Uma vez descomprimido, vamos até à directoria criada:

cd winetools-0.9jo-III

Agora, temos que passar para root para efectuar a instalação.

su

<password>

./install

Não liguem aos erros que dá, são totalmente inofensivos.

Antes de poder ser utilizado, alguns pacotes têm que ser instalados:

apt-get install Xdialog lib64gtk+1.2

Nesta fase, temos tudo pronto, mas o winetools usa uma versão do Xdialog que ele próprio traz, e que não funciona, dando erro que não encontra a biblioteca lib64gtk+1.2.so.0.

Vamos até /usr/local/winetools. Nesta directoria está a instalação do winetools.

Uma vez lá dentro, façam ls. Vão encontrar dois ficheiros chamados Xdialog. Um é um link simbolico para o Xdialog.builtin e o outro é o Xdialog.builtin.

Para que isto funcione, vamos apagar o Xdialog (o link simbolico), e criar um nosso para a localização do Xdialog instalada no nosso sistema.

rm -f Xdialog

ln -s /usr/bin/Xdialog

Desta forma, o winetools já vai funcionar sem problemas.

Nota: O meu sistema é amd64. Não sei se este problema tem a ver com isto ou não, mas de qualquer forma, aqui fica a correcção.

Blackberry e problemas em montar o cartão de memória em CM15 (Caixa Mágica)

O Blackberry é um telemóvel fantástico. A ligação USB permite que seja montado em Linux como um dispositivo de armazenamento. Por vezes há um problema que ele não é montado e em /var/log/messages aparecem as seguintes informações:

 

kernel: usb 1-3: new high speed USB device using ehci_hcd and address 7

Nov 24 10:09:30 localhost kernel: usb 1-3: New USB device found, idVendor=0fca, idProduct=8004

Nov 24 10:09:30 localhost kernel: usb 1-3: New USB device strings: Mfr=1, Product=5, SerialNumber=3

Nov 24 10:09:30 localhost kernel: usb 1-3: Product: RIM Composite Device

Nov 24 10:09:30 localhost kernel: usb 1-3: Manufacturer: Research In Motion

Nov 24 10:09:30 localhost kernel: usb 1-3: SerialNumber: E2388D276808D284F38B1A5E1259EFDCF770D8DD

Nov 24 10:09:30 localhost kernel: scsi9 : usb-storage 1-3:1.1

Nov 24 10:09:30 localhost kernel: usb 1-3: usbfs: interface 1 claimed by usb-storage while 'bcharge' sets config #1

Nov 24 10:09:31 localhost kernel: usb 1-3: reset high speed USB device using ehci_hcd and address 7

onde em vez de ser reconhecido o cartão de memória, aparece a aplicação bcharge que não permite que isso aconteça.

Isto é "um problema" com as regras de udev. Coloquei "um problema" entre parêntesis porque não é realmente um problema.

Isto torna-se simples de corrigir.

Como root, vamos remover esta regra do udev.

cd /etc/udev/rules.d

Aí, vamos encontrar um ficheiro chamado 10-blackberry.rules

É neste ficheiro que se encontra a regra que, ao colocar um blackberry, a aplicação bcharge entra em funcionamento, não deixando o cartão de memória ser reconhecido e montar correctamente.

Movemos o ficheiro para a directoria anterior (não vamos apagar o ficheiro).

mv 10-blackberry.rules ../

Posteriormente, dizemos ao udev para tornar a ler as regras.

udevadm control –reload-rules

Podem desligar o BlackBerry e tornar a ligar que o cartão de memória já vai ser reconhecido e montado automaticamente.

 

Nov 24 10:14:26 localhost kernel: usb 1-3: USB disconnect, address 7

Nov 24 10:14:31 localhost kernel: usb 1-3: new high speed USB device using ehci_hcd and address 8

Nov 24 10:14:31 localhost kernel: usb 1-3: New USB device found, idVendor=0fca, idProduct=8004

Nov 24 10:14:31 localhost kernel: usb 1-3: New USB device strings: Mfr=1, Product=5, SerialNumber=3

Nov 24 10:14:31 localhost kernel: usb 1-3: Product: RIM Composite Device

Nov 24 10:14:31 localhost kernel: usb 1-3: Manufacturer: Research In Motion

Nov 24 10:14:31 localhost kernel: usb 1-3: SerialNumber: E2388D276808D284F38B1A5E1259EFDCF770D8DD

Nov 24 10:14:31 localhost kernel: scsi10 : usb-storage 1-3:1.1

Nov 24 10:14:36 localhost kernel: scsi 10:0:0:0: Direct-Access     RIM      BlackBerry SD    0002 PQ: 0 ANSI: 0 CCS

Nov 24 10:14:36 localhost kernel: sd 10:0:0:0: Attached scsi generic sg2 type 0

Nov 24 10:14:36 localhost kernel: sd 10:0:0:0: [sdb] Attached SCSI removable disk

Nov 24 10:14:39 localhost kernel: sd 10:0:0:0: [sdb] 15523840 512-byte logical blocks: (7.94 GB/7.40 GiB)

Nov 24 10:14:39 localhost kernel: sd 10:0:0:0: [sdb] Assuming drive cache: write through

Nov 24 10:14:39 localhost kernel: sd 10:0:0:0: [sdb] Assuming drive cache: write through

Nov 24 10:14:39 localhost kernel: sdb: sdb1

 
Esta solução não é optima, mas funciona. O BlackBerry carrega na mesma e podemos mexer à vontade no cartão de memória.
 
Funciona para CM15, mas em qualquer outra distribuição de Linux também funcionará. Se o ficheiro não existir, basta procurarem pela palavra bcharge:
 
grep -i bcharge *
 
o -i signifca não ligar à capitalização das letras
e deverá aparecer algum resultado, como o nome do ficheiro onde se encontra:
 
10-blackberry.rules:# Note: the following rules may appear wasteful, in that bcharge is run
10-blackberry.rules:#       CONFIG_USB_SUSPEND enabled.  The second time bcharge is run
10-blackberry.rules: RUN="/usr/sbin/bcharge -p %p",
10-blackberry.rules: RUN="/usr/sbin/bcharge"
10-blackberry.rules: RUN="/usr/sbin/bcharge -p %p"
10-blackberry.rules: RUN="/usr/sbin/bcharge -p %p"
10-blackberry.rules: RUN="/usr/sbin/bcharge -p %p"
 
Assim que identificarem o ficheiro, basta move-lo para outra localização e efectuarem o reload das regras do udev.
 
 

Instalar Remmina em CM15

Remmina é uma aplicação cliente de desktop remoto, em GTK, que permite ligar-se a outros computadores por uma variedade de protocolos – VNC, RDESKTOP, NX, XDMCP – e até pode usar tuneis de SSH. É uma das melhores aplicações para administração remota que conheço.

Visitem o site do Remmina para mais informações.Remmina main window

O CM15 não tem este pacote disponivel nos repositorios. Assim, temos que o instalar nós mesmos.

Para começar, efectuamos o download do Remmina desde o site, ou vamos buscar a ultima versão do Remmina através de Subversion:

svn co https://remmina.svn.sourceforge.net/svnroot/remmina/ remmina

Antes de poder configurar e instalar, precisamos de instalar alguns pacotes na nossa box.

Segundo o site do Remmina, precisamos de alguns pacotes:

  • GTK+ 2.0 (>=2.16) required
  • libpthread for multi-threaded feature
  • libssh (>=0.4) for all SSH related feature
  • libavahi-ui for Avahi feature
  • libvte for terminal feature
  • libgcrypt for password encryption
  • libunique for managing unique process
  • (Para os Plugins)
  • FreeRDP libraries and plugins for RDP protocol
  • zlib (required by libvncclient) for VNC protocol
  • libjpeg (required by libvncclient) for VNC protocol
  • libgnutls (required by libvncclient) for VNC protocol
  • libtelepathy-glib (>= 0.9.0) for Telepathy feature
  • libssh (>=0.4) for NX protocol
  • nxproxy for NX protocol (runtime dependency only)
  • Xephyr for XDMCP protocol (runtime dependency only)
  • (Para Gnome)
  • libpanelapplet-2.0 (>= 2.20) required
  • libavahi-client for Avahi feature
  • (Para XFCE)
  • libxfce4util-1.0 (>= 4.3.99.2) required
  • libxfce4panel-1.0 (>= 4.3.99.2) required
  • libavahi-client for Avahi feature

Alguns destes já se encontram na nossa instalação do CM15, mas outros não. Precisamos de alguns pacotes de desenvolvimento. Numa consola, como root, executar:

Nota: A minha instalação é a 64bits

apt-get install apt-get install lib64gtk+-devel lib64avahi-ui-devel lib64vte-devel lib64gcrypt-devel lib64unique-devel lib64jpeg-devel lib64ssh-devel libgnutls-devel lib64vte9 lib64unique0 lib64avahi-ui1

zlib1  gnutls nxproxy x11-server-xephyr lib64avahi-client3

Estas são as dependências necessárias para o Remmina.

Agora, vamos instalar alguns pacotes necessários à compilação de ficheiros na nossa máquina.

apt-get install gcc automake libtool intltool autogen

Agora, já temos tudo o que precisamos para compilar o Remmina.

(os seguintes passos não têm que ser como root)

cd remmina/branches/0.7/remmina

Agora, executamos o autogen.sh para gerar os ficheiros de configuração

sh autogen.sh

Se tudo correu bem, teremos o ficheiro configure

Vamos configurar os pacotes

./configure

O programa de configuração vai agora procurar as dependências necessárias ao remmina.

Se tudo correu bem, no final da configuração, iremos ter o seguinte resultado:

Remmina configure result:

* NLS support: yes
* VNC support: yes
* Multi-threaded support: yes

* SSH support: yes
* Avahi support: yes
* Terminal support: yes
* Encryption support: yes
* Unique-App support: yes

(os proximos passos já têm que ser como root)

Agora, só temos que fazer make e make install

make && make install

E pronto, já temos uma das melhores aplicações de administração remota instaladas.

 

Gnome suporte

A instalação em cima já coloca os icons do Remmina no painel do gnome, mas também existe uma pasta chamada remmina-gnome que deve trazer funcionalidades em Gnome.

cd remmina/branches/0.7/remmina-gnome/

 

 

 

Vamos instalar pacotes que precisamos:

apt-get install lib64panel-applet-2-devel lib64avahi-client-devel

sh autogen.sh

./configure

No final temos o seguinte resumo:

Remmina-Gnome configure result:

* Remmina main program: yes
* NLS support: yes
* Avahi support: yes

make && make install

E já temos o suporte gnome instalado.